A vontade de acelerar uma moto ao extremo é algo comum entre os amantes das duas rodas. A adrenalina sobe, o vento bate forte e o coração fica a mil. Mas convenhamos que fazer isso em ruas urbanas e estradas não é nada legal, além de estar sujeito a uma punição gravíssima e a suspensão da CNH. Mas, e se você se tornar um piloto profissional de moto?

Esse é um caminho que, em princípio, parece complicado de seguir, com muitos perigos. Mas os prazeres dessa profissão vão além dos riscos. A vitória, o pódio, o champanhe, as ultrapassagens magníficas, o asfalto rasgando a centímetros do joelho, os saltos incríveis em pistas off-road e, é claro, os prêmios. Tudo isso é pura emoção.

Nesse post, vamos te dar algumas dicas valiosas para que você possa encontrar no motociclismo uma carreira promissora.

Comece o mais cedo possível

Normalmente, os pilotos começam bem cedo a treinar. Entre 6 e 12 anos, na média, e em minimotos. Valentino Rossi começou aos 6. Mas não se aflija se você já passou um pouco ou muito dessa idade.

Aos 20, 30 ou 40 anos? Nunca é tarde para começar. Claro que quanto mais tarde, mais difícil, mas não desista. Você pode. Há inclusive a categoria master para idades acima dos 45 anos. 

Busque um curso profissionalizante

Há boas opções, principalmente em São Paulo, cidade onde se concentra a maioria das escolas. As aulas são dadas sempre em pistas fechadas, em autódromos ou circuitos off-road, e os professores são, em sua grande maioria, pilotos ou ex-pilotos.

Além de aulas presenciais, existem vídeos on-line que são de alta qualidade e podem contribuir muito para a sua formação. Pesquise bem na internet para ver as opções que mais se adequam às suas necessidades.

Prepare-se fisicamente e psicologicamente

O treino é fundamental e a concentração é o que define uma vitória ou uma derrota. O foco deve ser de 80% do seu dia nessa empreitada. Academia, dieta e pista são o tripé do sucesso de um piloto profissional de moto.

Mas não esqueça das aulas teóricas. A teoria é o que garante um bom entendimento sobre todos os mecanismos de defesa e ataque em uma corrida. Também é ela que auxilia a parte técnica.

Tenha os equipamentos adequados

Se você não pretende ser cliente assíduo de algum hospital, invista o máximo em equipamentos de proteção. São eles que muitas vezes salvarão a sua vida. Capacete, roupa com proteções especiais, “armadura” para a coluna, óculos de proteção, botas com proteções especiais e luvas são itens básicos.

Saiba que esses equipamentos podes ser bem salgados para o seu bolso. Algo em torno de R$ 2 mil é a média para ficar em segurança total. E o capacete deve ser trocado toda vez que sofrer algum dano em uma queda.

Invista em motos que sejam boas e baratas

O ideal é não gastar rios de dinheiro com motos. Compre uma que seja boa para começar, mas que, se sofrer alguma avaria mais grave, não vá trazer um prejuízo econômico absurdo.

Analise os tipos de competições

Para começar, se inscreva em competições regionais. Elas darão uma boa base do talento que você possui para seguir na carreira. Analise o tipo de pista que você tem mais afinidade. Velocidade é no asfalto. Poeira e saltos maravilhosos, na terra dos circuitos off-road.

Existem diversas categorias com características diferentes. No Brasil, tem a SuperBike 1000cc, Evolution 1000cc, SuperStock 1000cc, SuperSport 600cc, Stock 600cc, Honda Junior Cup CG 160cc, Copa Kawasaki Ninja 300, Yamaha R3 Cup e a Copa Honda CBR 500R. Todas possuem categorias profissionais e amadoras.

Com o tempo, associe-se às entidades que representam o piloto profissional de moto, como a Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) e a Associação Brasileira de Pilotos de Motocross (ABPMX), e vá tentando um lugar no ranking. Não é fácil, mas com muito treino, persistência e vitórias, um dia, você chega lá!

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